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AS FAKE NEWS E O USO DAS REDES SOCIAIS FORAM DISCUTIDOS NO PRIMEIRO DIA DO SEMINÁRIO DA ESMAM

Juristas, comunicadores e acadêmicos debateram os novos mecanismos de comunicação e o tipo de relação a ser seguida por ambos.


esmam_comunicacao_2O combate às notícias falsas, as chamadas “fake news”, e o uso das redes sociais foram alguns dos assuntos debatidos no primeiro dia do seminário “A Comunicação entre o Poder Judiciário e a Mídia”, realizado no auditório do Centro Administrativo Desembargador José Jesus Ferreira Lopes, prédio anexo à sede do Tribunal de Justiça do Amazonas, no bairro do Aleixo.

esmam_comunicacao_6A palestra que abriu o evento foi da jornalista Giselly Siqueira, foi chefe de Comunicação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e atualmente trabalha com gerenciamento de crises. Durante quase 40 minutos, a jornalista apresentou inicialmente um cenário atual do uso das redes sociais, como interferem no dia a dia de comunicadores e operadores do Direito, e abordou as "fake news". “O juiz e o jornalista trabalham em tempos diferentes. O primeiro olha para o passado, onde vai analisar o que aconteceu para julgar. Já outro, quer saber sobre o futuro e as consequências que aquele ato pode trazer. Mesmo com interesses diferentes, sobre os fatos, é importante uma convivência harmoniosa entre os dois”, destacou a jornalista, sobretudo em um momento em que o Poder Judiciário aparece diariamente na mídia.

esmam_comunicacao_5Ainda segundo Giselly Siqueira, uma pesquisa recente revelou que mais de 3,1 bilhões de pessoas estão nas redes sociais no mundo. “E isso não para de crescer”, disse. “Para se ter uma ideia, os usuários das redes cresceram 13% entre janeiro de 2017 e janeiro deste ano. Não dá para desconsiderar. E tudo que é falado, vira notícia. As redes sociais viraram fonte de informação para imprensa tradicional. Temos que cada vez mais estar preparados para isso”, destacou.
Em relação às "fake news", as notícias falsas se espalham na internet muito mais rápido do que uma notícia verdadeira, conforme estudos de instituições especializadas. Giselly Siqueira alertou que por trás disso existe também a ação de “robôs” e ainda que certas notícias vão de encontro a interesses, sobretudo em períodos eleitorais, citando como exemplo as denúncias envolvendo as últimas eleições para presidente dos Estados Unidos.

Abertura
O diretor da Escola Superior da Magistratura do Amazonas (Esmam), desembargador Ari Jorge Moutinho da Costa, fez o discurso de abertura do seminário e, após a saudação aos presentes, destacou a relevância da discussão do tema. “Este encontro aproxima o Poder Judiciário da mídia e tira as dúvidas dos acadêmicos e interessados nesse tema tão relevante para o nosso dia a dia. É com muita satisfação que a Escola da Magistratura inicia, oficialmente, as suas atividades de 2018 com um evento desse porte e com a presença de profissionais renomados”, declarou.
O seminário trouxe ainda na quinta-feira, a participação do professor doutor Walmir Albuquerque, ex-reitor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), que falou dos “reflexos sobre os direitos humanos e a mídia” e encerrou com a realização de uma mesa-redonda com a participação de Luziane Figueiredo, jornalista e advogada da Rede Amazônica de Rádio e Televisão; Dante Graça, jornalista da Rede Calderaro de Comunicação; e de Lúcia Cordeiro, jornalista da TV Cultura do Amazonas. A mesa-redonda, cujo tema foi a “Liberdade de Imprensa X Responsabilidade e Sigilo”, teve a mediação da jornalista Acyane do Valle, diretora da Divisão de Divulgação e Imprensa do Tribunal de Justiça do Amazonas.

Programação nesta sexta-feira

O seminário “A Comunicação entre o Poder Judiciário e a Mídia” vai trazer entre os palestrantes desta sexta-feira (16), o jornalista e ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Og Fernandes, que vai tratar do tema "O juiz e seu relacionamento com a mídia"; a jornalista Daniela Branches, da Rede Amazônica de Rádio e Televisão - "O relacionamento da mídia com as fontes"; o juiz de Direito Mauro Antony, titular da 3ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus, vai abordar o tema "Direito: casos polêmicos e o trabalho da mídia"; e encerrando o evento, o juiz de Direito Paulo Feittoza, coordenador de cursos da Esmam, e a professora Doutora Edilene Mafra irão discutir "O vocabulário jurídico ao alcance da população".
O credenciamento para o seminário começa a partir das 14h, no auditório Desembargador Arthur Virgílio do Carmo Ribeiro, localizado no Centro Administrativo Desembargador José de Jesus Ferreira Lopes, prédio anexo à sede do Tribunal de Justiça do Amazonas – avenida André Araújo, bairro do Aleixo, zona Centro-Sul de Manaus. O evento encerra às 18h. A participação é gratuita e aberta a juristas, comunicadores, acadêmicos de Direito e Comunicação, pesquisadores da área, dentre outros profissionais.

Texto: Fábio Melo
Edição: Acyane do Valle
Fotos: Raphael Alves e William Rezende

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